segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Investir nos pontos fracos é uma boa dica para


Para ser aprovado em um concurso público, muitas vezes não basta gastar horas diante dos livros e apostilas ou assistindo a aulas. Se o candidato não se organizar e encontrar um ambiente propício aos estudos, todo o esforço pode ser desperdiçado. Alguns erros na hora de se preparar para as provas são bastante comuns e, mesmo reconhecidos, acabam sendo repetidos até pelos concurseiros mais experientes.

Não se afastar de objetos que desviam a atenção, fugir das matérias mais difíceis, ser desorganizado nas anotações, não respeitar os limites do corpo... Equívocos como esses podem fazer que o candidato não consiga assimilar os conteúdos estudados ou até levá-lo a exaustão às vésperas do concurso, comprometendo seu desempenho nos exames.

Coordenador do site “Rota dos Concursos”, o empresário Hélio Guilherme Dias elaborou uma lista de dez equívocos fatais para os concurseiros. “Elaboramos um questionário que foi aplicado entre nossos clientes e identificamos algumas falhas que são muito recorrentes. Principalmente situações que tiram a concentração na hora dos estudos e hábitos que levam os candidatos a perder pontos preciosos nas avaliações”, explica.

Não abrir mão do celular, mantendo o aparelho ligado durante o período de estudos, ou deixar as redes sociais abertas enquanto se usa o computador é um erro comum. “Para estudar com eficiência, a pessoa deve estar 100% focada. Essas pequenas distrações acabam desviando a atenção e fazendo o candidato desperdiçar muito tempo”, diz Hélio.

Procurar provas atuais para fazer simulados, ter atenção e método nas anotações e criar uma rotina de estudos também são dicas importantes, que muitas vezes são deixadas de lado. Pesquisar em concursos recentes da área desejada quais são os assuntos que mais caem é a melhor maneira de manter os estudos atuais.

Outro erro muito comum é o candidato focar nas áreas em que tem mais conhecimento, deixando de lado matérias que têm dificuldade de aprender. “As pessoas gostam de estudar aquilo que já conhecem, mas em um concurso o ideal é fazer o contrário. Não é necessário perder tempo com o que você já sabe, mas identificar seus pontos fracos e investir neles. No final, passa quem somar mais pontos, não quem sabe mais sobre um determinado assunto”, recomenda.

Outro equívoco bastante frequente também pode ser prejudicial à saúde: o uso de estimulantes para se manter acordado. “Além de fazer mal, isso não é eficiente”, alerta Hélio. A recomendação é não mudar muito os hábitos de alimentação e manter hábitos saudáveis. “Estudos mostram que uma meditação simples, de 15 a 30 minutos, equivale a uma hora e meia de sono”, afirma o empresário.

Ambiente influencia bastante

Mesmo reconhecendo alguns hábitos como errados, muitos concurseiros acabam persistindo neles, por falta de tempo ou praticidade. “Sei que é um erro, mas tem algumas matérias que eu nem passo o olho. Prefiro me concentrar no que já tenho alguma bagagem do que em outras que sei que, mesmo se conseguir aprender alguma coisa, não será suficiente”, afirma João Ricardo Barbosa, que trabalha como terceirizado na Anatel e tenda dar início a uma carreira como servidor público.

Aos 27 anos, João largou a faculdade de direito pela metade por dificuldades financeiras. Desde 2011, ele vem fazendo cerca de três concursos por ano, mas ainda não conseguiu ser aprovado. Quando conversou com a Tribuna, na última quinta-feira, ele se preparava para disputar uma vaga no Banco Central. O concurso aconteceu ontem. 

“Agora estou estudando na sala da minha casa. O ideal seria ir a uma biblioteca, mas perco muito tempo com deslocamento. Aqui, minha mãe assiste televisão ao lado e eu escuto tudo. Sempre tem barulho, as uso isso para exercitar minha concentração”, afirma. Hélio diz que a opção de João é equivocada. “Qualquer tipo de distração atrapalha. O ideal é que a pessoa procure um local silencioso e sem aparelhos e ruídos que possam tirar a atenção”, ressalta.

Concurseiro experiente, João reconhece a falha, mas diz que procura aproveitar o tempo da melhor forma possível. “Estudar em casa é complicado porque várias coisas podem te distrair, mas é muito mais prático. É difícil encontrar o ambiente ideal e fazer tudo certinho. Então, o negócio é avaliar os prós e contras e se empenhar da melhor forma possível”, conclui.

Fonte: Parana Online

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